
Cada um se emociona com aquilo que se emociona, né.
às vezes, as coisas pegam a gente de surpresa e quando vemos, estamos com os olhos marejando, o coração mais disparado ou com uma alegria imensa. A Jake teve a sua emoção nesse final de semana com o Enart, do qual ela pode falar mais do que ninguém e irá falar, né...porque eu dedicarei as próximas linhas a minha emoção do mês de novembro e de muitos anos que virão: Paul Mccartney!
Ok, vou confessar: nunca gostei do Paul. Cá entre nós, ele tinha e ainda tem os resquícios daquela carinha de enjoadinho e metidinho da época de Beatles. Vou confessar outra coisa: nunca fui muito íntima dos Beatles. Conhecia e sabia cantar os clássicos, óbvio, mas parava por aí. Gostava muito do George Harrison, mas só conhecia sobre a história dele pós-Beatles e John Lennon, clássico como as músicas, rosto super conhecido, seus óculos e a Yoko Ono.

Já tinha prometido pro meu irmão Iuri que iria acompanhá-lo no próximo grande show internacional que acontecesse no Brasil, deixei-o na mão com o AC/DC e outros mais. Fomos juntos nesse. E eu estava bem empolgada, até e muitos amigos estavam junto conosco. Na fila, um calor imenso e nada daquele Beira-Rio fazer sombra! Conforme iam chegando mais excursões, a situação e organização da fila ia piorando, era gente se enfiando, gente vaiando, pessoal já batendo boca. Abriram os portões às 18h! O show era às 21h! Quase lá!

Naquela espera toda e entrada nos portões, até esqueci que estava no Beira-Rio e que era a primeira vez que eu entrava no estádio do meu time do coração, o Internacional. Só depois de sentada na arquibancada e bem instalada que fui dar-me da situação. Ah, gente! O gramado estava coberto com uma proteção, não parecia ser um campo de futebol nunca! Lá de cima era engraçado ver o pessoal da pista correndo, pulando, querendo beijar o chão. Aii, eu participei de várias 'olas' duplas e triplas. Achei um máximo!
Perto das 21h, Bruno, Guimba, Iuri e eu começamos a apostar se o Sir Paul Mccartney seria pontual. Eu achei que ele seria como todos os ingleses, uns chatos pontuais. 21h10 ele entrou. Entrou na minha vida, entrou pra mudar todo o meu conceito de Beatles, de Paul, de George, de John...menos o meu conceito da Yoko, esse é o mesmo: I still hate Yoko!
Vou confessar: Paul, me conquistou e foi pela simpatia. E também pela emoção. Pela emoção dos outros, pela emoção dele, pela minha emoção. Meu irmão, chorava. Uns amigos nossos, já com seus 30 e muitos anos, choravam. Os mais idosos ainda, choravam. Os mais novos ainda, choravam. E eu sorria e ria, achando as cores lindas, as melodias perfeitas. Não chorei, pelo menos, não no show...porque hoje, é só embalar Something, Here Today, The Long and Widing Road que as lágrimas escorrem sem nenhuma dificuldade...mas não são carregadas de tristeza, são lágrimas saudosas de alguns momentos, ou saudosas do show, saudosas dos sentimentos bons que a música pode proporcionar.
Noites como as do dia 7 de novembro fazem a vida se encher de emoção, de sentimentos, de sensações, de prazeres. Faz com que as coisas ganhem significado, apreço, merecimento, amor.
With love, Paul, from me to you.
Cami.


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