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Ok. E como tirar da cabeça um momento daqueles?
por enquanto tem sido meio impossível.
Bem, se no post anterior eu tinha dito que não ia muito com a cara do Paul, esqueçam.
Aquela cara de metido aos 17 anos? Amo! E sim, I still hate Yoko!
Essa semana terminei as 982 páginas de uma biografia dos Beatles.
Durante duas semanas devo ter incomodado demais o pessoal das bancas de revistas de Santa Maria, atrás da Rolling Stones e Bravo, cuja capa é o meu amigo íntimo e querido Paul Mccartney. Ontem, os paulistas puderam aproveitar o show e hoje, de novo. Ok, uma vez até vai, agora duas seguidas é pra me deixar com inveja. Desde o dia 7 de novembro, os Beatles são meus por direito, por adoração!
Meu iPod só tem as músicas do show, meu irmão só escuta isso também. Quando estava conseguindo me desligar a magia de Porto Alegre, chegou São Paulo com seus dois shows. Agora vamonos até virar o ano com os embalos do Sir. Paul.
Quando voltei de POA, as palavra da Carol Casali em seu blog traduziram de forma mais aproximada os sentimentos e as sensações, ainda que não existam palavras para descrever, somente sentindo...e eu já vou me metendo com os complementos de meus sentimentos em itálico.
querido Paul
Sei que tuas intenções foram das melhores. Teu respeito ao público é coisa rara.
Teu talento, indiscutível. Tua disposição venceu a de um estádio. Tua música é amor.
Mas sinto que não deveria ter ido àquele show.
Minha vida mudou ao te ver, e ainda não sei se isso é positivo.
Calma, vou te explicar porque [e acho que até você, Sir, vai me dar razão].
Veja bem, depois de domingo:
Meu computador, meu iPod, meu DVD, toca Beatles e não me concentro em mais anda.
Não consigo ouvir Something, The Long and Widing Road, Here Today, sem chorar.
Não existe, pra mim, pirotecnia sem Live and Let Die e rock mais pesado que Helter Skelter.
Minha tatuagem já não faz mais sentido.
Sinto como se continuasse anestesiada pelo teu som.
E ainda não tive coragem de tocar nos meus vinis de novo.
Penso mais em teu 'mas bah tchê' 'tri legal' e 'ah, eu sou gaúcho' estrangeiro do que em qualquer outra tradição gauchesca.
E, às vezes, me pego frente ao espelho ensaiando teus sinais.
Quase bati o carro ontem, quando o rádio tocou I've Just Seen a Face e The song we were singing.
Tenho me sentido como Eleanor Rigny.
Minha vida não rola mais como a de Desmond e Molly Jones.
É como se a sensação que vivi ali, contigo, fosse tão majestosa que não pudesse mais alcançá-la.
Então, estive pensando que um espetáculo desses é coisa pro fim da vida.
É como gran finale: quando a pessoa pensa que já viu tudo, vem coê, pra surpreender.
Do contrário, a gente fica assim, imaginando que nada mais pode acontecer de tão magnífico daqui pra frente.
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The end.
Paul, nos vemos na próxima vez, e quantas outras vezes existirem.
Agora eu acho que vou deixar a dona Jake postar, néé!
=P
Beijos.
Cami.

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